February 2007


Não, isso não é uma sigla em romano.

Mas invenções do JR… Grande Conselho Editorial Que Vai Mudar o Mundo.

E ele ainda me colocou como uma das conselheiras… Ai! (”ai” do bem, diga-se).

O que o jornalismo colaborativo não faz com a mente das pessoas…

Helen Jones, no The Guardian de 12/02/2007:

“According to David Renard, author of The Last Magazine, in the next 25 years, only 10% of the European and American paper-based magazine industry will remain, kept alive by ‘connoisseus, aficionados and ageing Luddites’. The rest of us will embrace the publishing revolution.”

Henrique Matos mandou dizer, lá do BlueBus:

“Criador do Big Brother vai para os EUA e quer conteudo colaborativo 13:05 John de Mol, co fundador da Endemol e criador do Big Brother, está levando sua produtora, a Talpa Media Group, para os EUA. Vai abrir escritorio em Los Angeles. Quer se associar a produtores americanos para desenvolver conteudo para TV e outras midias. Vai coletar ideias a partir de seu site e quer novos conceitos na area de nao ficçao. Pretende enfatizar conteudo gerado pelo publico. Noticia da Reuters. 14/02 BBI

Hummm… Aqui, uma cabecinha esfumaçando para tentar imaginar COMO os caras vão reunir conteúdo gerado pelo público com reality show e ficção…

Cara! Isso não vai dar indigestão?

“Aderindo | AP vai usar o jornalismo colaborativo na apuraçao das noticias 11:00 A Associated Press fechou parceria com o site NowPublic.com e vai passar a utilizar conteudo colaborativo em seu processo de apuraçao de noticias. Baseado em Vancouver, no Canadá, o site tem 60 mil membros em 140 países. A colaboraçao com a agência de noticias prevê o envio de fotos, videos e relatos pessoais para as redaçoes nacionais e regionais da AP nos EUA. Noticia do Media Guardian, em inglês, aqui, somente para cadastrados. 13/02 BBI

Muito tri! Então até as pasteurizadoras de notícia mais conhecidas como “agências” estão dando o braço a torcer pelo valor do conteúdo colaborativo. Bom isso… Muito bom! Talvez assim os conteúdos de agências se tornem mais reais e confiáveis. E sim, menos pasteurizados!

Tá no BlueBus. Dica de quem? Henrique Matos, claro!

“Os dois projetos convidam o público geral para contribuir. Mas a Citizendium tem um papel oficial para editores especialistas, que podem aprovar versões de artigos e decidir sobre a forma como os textos serão apresentados”, explica Sanger em entrevista à Folha. “Acredito que o resultado será de maior qualidade do que o alcançado pela Wikipedia.”

E aí? Será que ainda dá para dizer que “a Wikipedia é uma bagunça e que só tem coisas falsas lá dentro”?

Até cria já deu! E essa promete! Já que tem até especialistas de plantão…

Tá na Folha.

“Jornalista é muito protecionista com meios de comunicação tradicionais. Se acham os únicos capazes de escrever matérias, mas infelizmente enquanto tiverem essa mentalidade tão pequena, o jornalismo brasileiro vai continuar sendo esse clubinho bem restrito e que está longe de ser algo a ser festejado….”

Pois foi essa a sensação que tive naquela mesa, Maitê, de um clubinho. E não imaginas o quanto isso me incomoda! Não por estar, naquele momento, fazendo parte de um clubinho. Mas por ser, aquela situação, um clubinho.

Um clubinho mofado, engasgado, asfixiado. Enquanto o jornalista brasileiro não reconhecer que é apenas um cidadão e que PRECISA DO PÚBLICO não apenas para comprar os jornais que produz, mas para ajudá-lo a produzir esses jornais, corre sério risco de suicídio.

Jorge Rocha e eu estamos pensando nisso… Em como combater esse mal…

 

Então um traveco invade a redação de Sou+Eu, AnaMaria e VivaMais na pacata tarde dessa sexta-feira, quando se comemora o centenário de Victor Civita, o grande chefe!

É o Demétrius Paparounis que está de aníver no próximo domingo, dia 11/02. E aguentou uma apresentação maravilhosa de uma drag-queen contratada pelas gurias da redação.

O 17º andar praticamente parou! O show foi excelente! Parabéns pela idéia, gurias Lika Rodol e Vanessa!

E parabéns, querido grego!

 

Tem um grupo de participantes do Curso Abril que está produzindo um documentário sobre a identidade do jornalista brasileiro. Por conta disso, ontem à noite participei de um debate no Itaim, na Casa Pizza, sobre esse tema, que reuniu cerca de 10 jornalistas de veículos tradicionais. Tinha gente da rádio Eldorado, do Estadão, de vários veículos da Abril, de ONGs…

Achei que eu fosse ser apedrejada, é verdade, em função de defender o jornalismo colaborativo, feito também por não jornalistas. Mas esse povo me surpreendeu. Não que aceitassem a proposta. Mas (pior ainda!) por desconhecerem esse sistema.

A mediadora, Patrícia, lançou a pergunta à mesa: “E o que vocês acham de jornalismo colaborativo?”

O eloquente Artur Veríssimo, jornalista da velha guarda, ex-cunhado do Gerbase largou essa:

“Os blogueiros? Ah, os blogueiros são ótimos!”

Superada essa confusão CRUEL entre jornalismo colaborativo e blogosfera e esclarecido à mesa o que é OhmyNews e tals, a mediadora retomou a pergunta. Eis que o mesmo Artur Veríssimo vem com mais uma pérola:

“Mas o problema é que o público não vai saber diferenciar quem escreveu aquela notícia - se foi um jornalista ou um leigo.”

Argh! Deu nojo! De verdade!

A reação imediata foi: “E QUAL É O PROBLEMA?!”

Eis o novo medo do jornalista profissional anti-pessoas: ser “confundido” com elas!

Conversa aqui do 17º andar da Abril:

- “O Kassab (prefeito de SP e escroto) é casado?”

- “Parece que não. Acho que ele é assim, meio gaúcho…”

Carolzita Forbes Siciliano mandou se rir: 

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