Então o querido Walter me deixou um scrap dando dessas notícias que ninguém gosta de saber, e reproduziu em seguida essa nota do Correio de Povo de ontem:

“O jornalista gaúcho Aldo Obino faleceu, ontem, aos 93 anos, de insuficiência respiratória. Durante 50 anos - de janeiro de 1934 até dezembro de 1984, quando se aposentou - ele trabalhou para o jornal Correio do Povo, na área cultural, como crítico de arte. Figura destacada e muito respeitada frente à cultura rio-grandense, Obino sempre foi consultado quando se queria alguma avaliação nessa área. Era também convidado para palestras e para escrever prefácios de livros.

O jornalista nasceu em 25 de outubro de 1913, foi casado com dona Wilma Agustone Obino. O casal não teve filhos. O corpo do jornalista será sepultado neste sábado, às 10h, no Cemitério da Santa Casa de Porto Alegre. O corpo do crítico está sendo velado na capela 15 do cemitério. ‘Aldo Obino: notas de arte’ é um livro, organizado por Cida Golin, com entrevista e seleção da crítica de arte de Obino, desenvolvido pelo Margs.”

Eu participei desse livro e posso me sentir honrada por isso. Tio Aldo era uma pessoa maravilhosa, generosa mas não com arte ruim! Prá esses ele baixava lenha enquanto a dona Wilma trazia doces e sorvetes maravilhosos acompanhados por licor de cereja enquanto a Cida e eu passávamos longas tardes de entrevista no escritório do apartamento deles, na rua Fernando Machado, em Porto Alegre.

Artistas que viraram estrelinhas, preparem-se! Chegou o Tio Aldo por aí! ^.^