January 2007


Alguém tentando localizar uma sala de reuniões:

- É de frente pro buraco?

Não é brincadeira. Hoje mudei de rota e, ao invés da Brigadeiro Luiz Antônio, fui pegar ônibus na Paulista para vir para a Abril.

Durante uns 10 minutinhos ali na parada em frente à Cásper Líbero, senti o chão tremelicar duas vezes sob meus pés. Não eram caminhões que passavam no asfalto.

Há duas possibilidades:

(  ) o metrô saindo/chegando na estação Brigadeiro, que passa bem ali por baixo da Paulista

(  ) a temida Linha Amarela, cuja construção prevê uma estação perto dali, na Consolação.

Perseguição ou não, começo a ver São Paulo com outros olhos, não menos extasiados, mas mais amedrontados. De repente, prédios lindos sorriem morbidamente, como se estivessem, todos, ameaçados por um queijo suíço que se transformou o subsolo dessa megalópole.

Eu disse que a Abril tinha se transformado num Big Brother do Buraco

Agora é oficial!! hehe São 24/7 DENTRO do buraco!

Quer dar uma espiadinha? :P

… e na redação da Viva Mais…

  

Henrique Matos, colega abriliano, mandou dizer:

Canal TiViu aposta nos anônimos   

Emissora é esultado de uma associação entre as empresas Fractal, Climatempo, TVCanal-Internet e Btools, que juntas investiram US$ 2,5 milhões no negócio

Felipe Maia

M&M - 15/01 - 15:47

 

 

Imagine uma mistura de programa de calouros e reality show com uma pitada de conteúdo participativo, transmitida durante 12 horas diárias. Essa é a tônica da TiViu - a TV que Pega Você, novo canal UHF disponível na região da Grande São Paulo e que entra no ar em 25 de janeiro, data do aniversário da cidade. A proposta é mostrar o talento de pessoas desconhecidas, dando espaço para que elas desenvolvam suas habilidades. Em suma, a emissora quer dar à população a oportunidade de ter seus 15 minutos de fama, como admite seu diretor, Camilo Magalhães.A TiViu é resultado de uma associação entre as empresas Fractal, Climatempo, TVCanal-Internet e Btools, que juntas investiram US$ 2,5 milhões no negócio. Cada uma das controladoras detém 25% do negócio. As estimativas de faturamento não foram reveladas. A princípio a emissora vai entrar no ar entre 12h e meia-noite, em sintonia ainda não revelada por questões estratégicas. Em cerca de quatro meses a programação deve ser ampliada para 24 horas. Os anônimos - as estrelas da TiViu - serão descobertos nas ruas de São Paulo por 51 equipes do canal e poderão mostrar seus talentos em áreas como poesia, artes, teatro, dança, humor, culinária, moda, futebol, clima e jornalismo. Os profissionais da emissora estarão espalhados por regiões populares da cidade, como as estações do Metrô e as ruas do centro, para pinçar personagens que se identifiquem com o público-alvo do canal, as classes C, D e E. “A proposta é abrir espaço para que os anunciantes falem especificamente com esse público”, afirma Magalhães.

A sistemática da programação é a seguinte: a produção da TiViu encontra alguém que saiba cantar, por exemplo. O “artista” grava uma apresentação e depois, se tiver interesse, pode ter aulas de canto, pagas pela emissora, para aperfeiçoar seu talento. As lentes da TiViu vão mostrar toda a evolução do calouro. No caso do jornalismo, as pessoas podem preparar reportagens e depois apresentá-las na televisão. Magalhães é poético ao explicar as intenções de seu canal: “Queremos mostrar o brilho do ser humano que existe em cada um de nós e dar projeção a um público talentoso, mas desprezado pela mídia”. O diretor conta que a primeira “cria” da TiViu é um homem que imita Michael Jackson no centro de São Paulo. O personagem agora está tendo aulas de canto, inglês e dança para melhorar sua performance.”

Hummm… Sei lá! Tá com cheiro trash! Mais micagem que conteúdo. Mas ok! Toda a tentativa é válida! Vamos esperar para ver…

 

A informação é da Anatel.

Só em dezembro último, 2,5 milhões de novos aparelhos foram habilitados.

do MMOnline.

Com o vuco-vuco do buraco, até esqueci de contar que a versão brasileira do Fantasma da Ópera é muito linda, vale muito a pena ver. Está em cartaz por tempo indeterminado aqui no Teatro Abril.

Pude levar a Mamys junto! Foi um show! Encantador! E nada original, ainda bem!

O espetáculo está muito próximo do filme de Joel Schumacher. Desde os arranjos musicais, os cenários, o envolvimento dos personagens com a música.

É a música, sim, a alma desse espetáculo!

E por falar em falta de originalidade graças a Deus, eles poderiam ter sido ainda menos criativos ao traduzir “Masquerade” por “Carnaval”. Ai, ai… Essa doeu!

Mas valeu! O espetáculo estava lindo e está muito bem recomendado!

 

A Abril se transformou num big brother do metrô. Melhor assim, para o que/quem foi quase uma vítima do buraco!

Não escrever uma matéria sobre essa situação seria uma afronta ao jornalismo colaborativo, às idéias em que acredito.

Aproveitando para matar a saudade do OhmyNews, fiz uma matéria em primeira pessoa, como testemunha ocular e vizinha do incidente.

Deu MainTop!!

 

O Almir Fantin, do marketing da Abril, colega do 17º andar, recebeu uma visita em massa da redação da revista Cláudia agorinha.

De repente, um montão de mulher invadiu o andar, aplaudindo o Almir e vestindo nosso colega com uma faixa de HERÓI!

É que na sexta, dia do terror, o Almir ajudou uma colega deficiente, que trabalha na redação da Abril, a descer as escadarias do NEA, durante a evacuação do prédio, com ela nos braços.

Parabéns, Almir!! A gente ficou orgulhoso de ti! ^.^

 Cratera no metrô Pinheiros/SP. Vista do 17º do NEA.

Recém havia voltado do almoço+academia para minha mesa aqui na Abril, quando ouvi algumas colegas gritando do outro lado do andar: “Vamos descer, gente! Vamos descer logo! Não é brincadeira! O metrô caiu!”

O desespero foi total. Mas não houve pânico. Desci 17 andares de escada. Algumas colegas choravam, assustadas.

Logo que saimos do prédio, não sabíamos ao certo que direção tomar. Não era possível prever para que lado o prédio poderia tombar.

Não tombou. Graças a Deus! Por um momento senti meus olhos se encherem de lágrimas ao pressentirem a Casa do Bolinha estatelada no chão.

Nenhum abriliano de machucou. Uns foram embora. Outros voltaram para o trabalho. E eu… bom… eu fui tomar um chops na Vila Madalena! Eu e minha chefe, que fique claro! Buscamos um boteco com TV para acompanhar o guindaste amarelo caindo.

E o guindaste não caiu.

Enquanto isso, minha irmã enlouquecia em Porto Alegre, apavorada com a cobertura frenética, ok, sensacionalista, mas incansável da Rede Record.

Hoje vim trabalhar com medo, confesso. Não sei o que pode acontecer a qualquer momento. A toda hora vemos gente se aproximando do lado direito do prédio da Abril, que é todo envidraçado e fica praticamente em cima do buraco.

A coisa tá feia ainda. Mas quero acreditar que não corremos mais risco algum.

Tomara.

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