Tue 30 Jan 2007
Acabo de voltar da palestra de abertura do XXIV Curso Abril de Jornalismo, com o Dr. Roberto Civita.
Gostoso ouvi-lo! Ele tem idéias boas e cativantes, que explicam o sucesso dessa baita editora.
Talvez a mais sedutora estratégia de fazer jornalismo na Abril é considerar o público em tudo. Ah, o público… Na voz do próprio Dr. Roberto senti o respeito, a admiração e a consideração pelo indivíduo. Isso! Indivíduo! Cada pessoa é diferente da outra. E merece atenção diferenciada também.
Ele contou o caso de quando passava por uma redação acompanhado de uma editora. Lá pelas tantas ele cruza com uma repórter que, ao telefone, tenta “despachar” uma leitora insistente que buscava algum esclarecimento aparentemente fora das responsabilidades corriqueiras dos jornalistas.
“Tá, tá! Não, senhora. Não posso lhe ajudar.”
Então a editora pegou o telefone da mão da repórter e conversou por 10 minutos com a leitora, dando-lhe a atenção merecida por qualquer ser humano. Principalmente leitores.
Em seguida a editora desligou o telefone, virou-se para a repórter e comentou: “É ela que paga o nosso salário”.
De imediato lembrei dos mails longos e todo adocicados que envio aos colaboradores da Sou+Eu. Todos que respondem à mensagem automática - seja de recusa, seja de aprovação do trabalho - recebem um outro mail meu. Ou ligação. Independentemente do grau de fúria ou satisfação. Tiro paciência do dedão do pé. Mas basta imaginar o que sente essa pessoa ao receber um mail personalizado, desejando uma boa semana, mandando um grande abraço e pedindo para manter contato. PRONTO! Está realizada a tarefa mais difícil e mais fundamental do jornalismo.
Disse ainda, o Dr. Roberto: o público é a nossa razão de ser.
Ele tem razão. Fico feliz de poder contribuir para isso. E ficarei mais ainda quando a síndrome da atenção-toda-especial contaminar as redações.