“Desculpe discordar de algumas coisas do Blog, mas “jornalismo”, seja on-line, colaborativo, participativo, comunitário ou qualquer outro nome que se dê para “trocas informais de notícias” entre profissionais e leigos, na minha opinião não pode se caracterizar como jornalismo.
O motivo é simples: Jornalismo é feito por profissionais, não por leigos, sem compromisso com ética ou respeito ao direito de outras pessoas. É como fazermos mutirões de construção civil e expedir-se “habite-se” e registrar planta baixa sem um engenheiro responsável, entendes?
Todo trabalho exercido por um profissional habilitado, com registro profissional, não pode ser realizado por leigos.”
Não, ele não discordou. Apenas não me ouviu ainda dizendo que jornalismo colaborativo, para ser mesmo “jornalístico”, só existe com a participação de um jornalista profissional.
De repente tive receio de que outras pessoas que me lêem e ouvem eu falando sobre jornalismo colaborativo ainda pensem que estou cá, rasgando meu diploma e negando a necessidade de algo que tanto admiro: a docência em jornalismo.
Por entender que jornalistas são FUNDAMENTAIS em qualquer processo de produção e veiculação de notícias (ainda que colaborativo), é que fico indignada com a ignorância de alguns jornalistas que vêem em estratégias colaborativas uma ameaça à empregabilidade dos profissionais de imprensa.
Nunca! Jamais! Muito pelo contrário!
Já disse isso uma vez aqui e agora repito: fazer jornalismo colaborativo é MUITO MAIS DIFÍCIL! Estou sentindo isso de perto aqui na Abril. A preocupação é muito maior! O contato com o público é crucial e delicado. E mais: as faculdades de jornalismo em geral não preparam seus alunos para essa prática tão peculiar. Imagine os dinossauros!!
O caminho é longo mas já começou. Parar agora é tropeço.

One Response to “Prof. Alexandre Peña comentou:”

  1. fabiano Says:

    Por que o jornalista é fundamental em qualquer produção e veiculação de notícias colaborativas?

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