Mon 15 Jan 2007
Recém havia voltado do almoço+academia para minha mesa aqui na Abril, quando ouvi algumas colegas gritando do outro lado do andar: “Vamos descer, gente! Vamos descer logo! Não é brincadeira! O metrô caiu!”
O desespero foi total. Mas não houve pânico. Desci 17 andares de escada. Algumas colegas choravam, assustadas.
Logo que saimos do prédio, não sabíamos ao certo que direção tomar. Não era possível prever para que lado o prédio poderia tombar.
Não tombou. Graças a Deus! Por um momento senti meus olhos se encherem de lágrimas ao pressentirem a Casa do Bolinha estatelada no chão.
Nenhum abriliano de machucou. Uns foram embora. Outros voltaram para o trabalho. E eu… bom… eu fui tomar um chops na Vila Madalena! Eu e minha chefe, que fique claro! Buscamos um boteco com TV para acompanhar o guindaste amarelo caindo.
E o guindaste não caiu.
Enquanto isso, minha irmã enlouquecia em Porto Alegre, apavorada com a cobertura frenética, ok, sensacionalista, mas incansável da Rede Record.
Hoje vim trabalhar com medo, confesso. Não sei o que pode acontecer a qualquer momento. A toda hora vemos gente se aproximando do lado direito do prédio da Abril, que é todo envidraçado e fica praticamente em cima do buraco.
A coisa tá feia ainda. Mas quero acreditar que não corremos mais risco algum.
Tomara.
January 17th, 2007 at 7:02 pm
[…] Ana Brambilla trabalha na Editora Abril, bem do lado do lugar onde desabou o metrô em São Paulo. No blog Libellus ela posta fotos tiradas da janela do escritório dela e conta o dia a dia de quem convive com o buraco. […]