January 2007
Monthly Archive
Wed 31 Jan 2007
Juliana Fernandes mandou dizer:
“Os portais Google e Sky Media, de acordo com nota publicada no Coletiva.net, planejam lançar um portal com vídeos produzidos exclusivamente por internautas, seguindo os padrões de portais de ’jornalismo cidadão’. “Buscamos algo original e queremos que os usuários sejam como repórteres”, definiu um dirigente da parceria referindo-se a criação de algo diferente do que já existe no YouTube e Google Video.”
Wed 31 Jan 2007
Posted by Ana Brambilla under
TecnologicesNo Comments
Henrique Matos mandou dizer:
“Guillermo Franco, editor do site do jornal colombiano El Tiempo, reflete sobre o ensino do jornalismo na era digital. Franco diz que são poucas as universidades que repensaram o ensino jornalístico diante do novo contexto digital e afirma que a atual formação dada nas faculdades de comunicação não se encaixa às exigências da profissão. O texto de Franco traz também a tese de mestrado de C. Max Magee, difundida pela Online News Association, em que o autor analisa as capacidades profissionais que todo jornalista on-line deveria reunir.”
Tue 30 Jan 2007
Ok, ok… Na verdade não é bem o graffiti que é colaborativo, mas a proposta.
A sacada é fantástica: fazer da arte das ruas o escopo de uma prática colaborativa.
Tiozinho faz foto de graffitis legais que encontra pela rua, publica no site da Bravo e, de quebra, promove o artista, a si mesmo e o estilo!
Super parabéns, André Pereira! Me orgulho docês… (na verdade, tenho inveja da autonomia de vocês instalarem e usarem Word Press enquanto a Sou+Eu patina para conseguir um Drupal…).
Tue 30 Jan 2007
Posted by Ana Brambilla under
Trivialidades1 Comment

Tava aqui…
Alguém eSplica isso, Nestlé?
Tue 30 Jan 2007
O que não acontece num simples café com Jeff Rubbo e suas amigas do portal Casa.com?
Hoje eles me pediram autorização para produzir uma boneca com meu nome… uma boneca Brambilla!
Por quê? Ah… “Soa como nome de boneca”!
Mas como Jeff é cultura, ele surpreendeu com essa, sem seguida:
“É que em italiano, boneca é BAMBOLA. Daí ficou parecido e me fez pensar em Brambilla!”
Claro que eu autorizei. Royalties módicos
UPDATED: de acordo com as gurias da Casa Cláudia, respeitando minha “fama” aqui na Abril, a Brambilla seria uma BONECA COLABORATIVA!!!!! (Socorro! Tenho até medo em perguntar no quê ela iria colaborar…)
Tue 30 Jan 2007
Acabo de voltar da palestra de abertura do XXIV Curso Abril de Jornalismo, com o Dr. Roberto Civita.
Gostoso ouvi-lo! Ele tem idéias boas e cativantes, que explicam o sucesso dessa baita editora.
Talvez a mais sedutora estratégia de fazer jornalismo na Abril é considerar o público em tudo. Ah, o público… Na voz do próprio Dr. Roberto senti o respeito, a admiração e a consideração pelo indivíduo. Isso! Indivíduo! Cada pessoa é diferente da outra. E merece atenção diferenciada também.
Ele contou o caso de quando passava por uma redação acompanhado de uma editora. Lá pelas tantas ele cruza com uma repórter que, ao telefone, tenta “despachar” uma leitora insistente que buscava algum esclarecimento aparentemente fora das responsabilidades corriqueiras dos jornalistas.
“Tá, tá! Não, senhora. Não posso lhe ajudar.”
Então a editora pegou o telefone da mão da repórter e conversou por 10 minutos com a leitora, dando-lhe a atenção merecida por qualquer ser humano. Principalmente leitores.
Em seguida a editora desligou o telefone, virou-se para a repórter e comentou: “É ela que paga o nosso salário”.
De imediato lembrei dos mails longos e todo adocicados que envio aos colaboradores da Sou+Eu. Todos que respondem à mensagem automática - seja de recusa, seja de aprovação do trabalho - recebem um outro mail meu. Ou ligação. Independentemente do grau de fúria ou satisfação. Tiro paciência do dedão do pé. Mas basta imaginar o que sente essa pessoa ao receber um mail personalizado, desejando uma boa semana, mandando um grande abraço e pedindo para manter contato. PRONTO! Está realizada a tarefa mais difícil e mais fundamental do jornalismo.
Disse ainda, o Dr. Roberto: o público é a nossa razão de ser.
Ele tem razão. Fico feliz de poder contribuir para isso. E ficarei mais ainda quando a síndrome da atenção-toda-especial contaminar as redações.
Mon 29 Jan 2007
Henrique Matos mandou dizer: “CONTEÚDO GERADO POR USUÁRIOS É BOM PARA A MÍDIA
porReuters
As empresas de mídia tradicionais devem se posicionar na busca por benefícios com a explosão de conteúdo gerado por usuários e ver nisso uma oportunidade, e não uma ameaça, apesar de as receitas potenciais serem limitadas, diz um relatório. O fenômeno de consumidores que contribuem com fotografias, vídeos e blogs afetou a indústria de mídia em 2006 por meio de sites e, segundo um relatório da consultoria Deloitte sobre tendências para 2007, isso não deve mudar. A tendência gerou manchetes de que a mídia tradicional está perdendo influência com o consumidor, mas Howard Davies, diretor de estratégia de mídia da Deloitte, afirmou que a imprensa e a TV têm sido prudentes em recuar e ver como a prática se desenvolveu. “(Eles) estão muito bem posicionados para adotar algumas tecnologias e algumas práticas sociais emergentes… mas incorporar isso à mídia tradicional leva à criação de um produto em geral mais rico”, disse ele à Reuters. Davies afirmou que o conteúdo gerado por usuários pode ser dividido em duas categorias, uma para os que buscam “cinco minutos de fama”, por meio do YouTube e do MySpace, e outros que querem contribuir para uma discussão. Canais de notícias incluindo BBC e BSkyB mostraram conteúdo gerado por usuários, como imagens de celulares após os atentados de Londres, em 2005. O relatório completo da Deloitte sobre previsões para a mídia será divulgado no fim de janeiro.”
Parece de encomenda! Esse relatório chega na semana em que começa o Curso Abril de Jornalismo desse ano. Quarta darei uma palestra sobre jornalismo colaborativo e o maior desafio a que me proponho é mostrar ao pessoal que tá chegando agora a importância desse modelo.

Hoje tem palestra com Dr. Roberto Civita. Ah!! E eu vou orientar um grupo de alunos!!! Que triiii!! Super obrigada pelo convite, Demetrius Paparounis, Cris Mucci e Yury Hermuche!
Mon 29 Jan 2007
“Por que o jornalista é fundamental em qualquer produção e veiculação de notícias colaborativas?”
Então, Fabiano, vide minha dissertação para a resposta!
hehe
Não, vamos correr o risco da simplificação para não deixar esse vazio. É que sem jornalistas, como fazer jornalismo? Podemos, sim, fazer qualquer processe de troca de informações como, aliás, sustenta a lógica das conversas por telefone. Uma ligação não pode ser comparada a um noticiário. Por quê? Porque não tem propósitos de falar para várias pessoas ao mesmo tempo, não tem vinculação obrigatória com a verdade, não tem compromisso com os fatos e os relatos, ainda que opinativos, entende?
Aí podes perguntar: bom… mas só jornalistas têm compromisso com a verdade? Não, claro que não! Mas é DEVER desse profissional assegurar o tom verídico do conteúdo produzido e veiculado em redes noticiosas colaborativas. É isso que diferencia uma lista de discussão, por exemplo, ou a Wikipedia de um noticiário.
;) Compreendido?
Wed 24 Jan 2007
Obaaaaaaaa!!!!!
Então a bolinha de neve está crescendo…
Depois do fantástico (ok, e argentino, vai…) CronicasMoviles, achei esse artigo muito tri analisando o potencial (para o bem e para o mal) do celular como dispositivo de jornalismo colaborativo.
Wed 24 Jan 2007
“Desculpe discordar de algumas coisas do Blog, mas “jornalismo”, seja on-line, colaborativo, participativo, comunitário ou qualquer outro nome que se dê para “trocas informais de notícias” entre profissionais e leigos, na minha opinião não pode se caracterizar como jornalismo.
O motivo é simples: Jornalismo é feito por profissionais, não por leigos, sem compromisso com ética ou respeito ao direito de outras pessoas. É como fazermos mutirões de construção civil e expedir-se “habite-se” e registrar planta baixa sem um engenheiro responsável, entendes?
Todo trabalho exercido por um profissional habilitado, com registro profissional, não pode ser realizado por leigos.”
Não, ele não discordou. Apenas não me ouviu ainda dizendo que jornalismo colaborativo, para ser mesmo “jornalístico”, só existe com a participação de um jornalista profissional.
De repente tive receio de que outras pessoas que me lêem e ouvem eu falando sobre jornalismo colaborativo ainda pensem que estou cá, rasgando meu diploma e negando a necessidade de algo que tanto admiro: a docência em jornalismo.
Por entender que jornalistas são FUNDAMENTAIS em qualquer processo de produção e veiculação de notícias (ainda que colaborativo), é que fico indignada com a ignorância de alguns jornalistas que vêem em estratégias colaborativas uma ameaça à empregabilidade dos profissionais de imprensa.
Nunca! Jamais! Muito pelo contrário!
Já disse isso uma vez aqui e agora repito: fazer jornalismo colaborativo é MUITO MAIS DIFÍCIL! Estou sentindo isso de perto aqui na Abril. A preocupação é muito maior! O contato com o público é crucial e delicado. E mais: as faculdades de jornalismo em geral não preparam seus alunos para essa prática tão peculiar. Imagine os dinossauros!!
O caminho é longo mas já começou. Parar agora é tropeço.
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