Para quem busca estatísticas bacaninhas e em tempo real sobre social media…
Via Antony Mayfield (esse não é o nome da clínica psiquiátrica onde o House ficou internado para desintoxicação de Vicodin?)
by Ana Brambilla
7
Dec
Para quem busca estatísticas bacaninhas e em tempo real sobre social media…
Via Antony Mayfield (esse não é o nome da clínica psiquiátrica onde o House ficou internado para desintoxicação de Vicodin?)
Tags: estatísticas, mídias sociais, social media
18
Nov
Os mais próximos já devem ter me ouvido algumas vezes dizendo: os veículos têm de ir aonde o público está, nos lugares legitimados pela massa como “seus”.
E o YouTube é um lugar para chamar de meu, de seu. As mídias sociais são assim. Elas pertencem ao público e é lá, em casa, à vontade, que ele produz mais conteúdo.
Opa! Aí começou a interessar aos veículos! E é aí que o Google entra novamente com suas belas sacadas: um canal no YouTube para captar conteúdo noticioso produzido pelo público leigo, o YouTube Direct.
A iniciativa não é nova, mas válida. Em maio de 2008 apareceu o Citizen News, canal de seleção de conteúdo jornalístico com abordagem política produzido por usuários.

O que o YouTube Direct tem de diferente, afinal?
Ao que parece, é um canal mais “profissionalizado”, dedicado a empresas de comunicação (inclusive mainstream) que abrem espaço para UGC. Segundo o BlueBus e o blog Welcome, o San Francisco Chronicle, o Huffington Post, dois canais da Boston TV e outros veículos já usam o material publicado no Direct.
Tecnicamente, trata-se de uma API disponibilizada pelo Google que oferece, aos veículos que a adotarem, a customização da interface, upload de vídeos ao YouTube através da página do próprio veículo, moderação/seleção dos vídeos produzidos pelo público e link back ao site do veículo quando os vídeos são assistidos no YouTube.

Noticiários que ainda não trabalham com UGC apenas porque não têm tecnologia de gerenciamento, já não têm mais desculpa
Outra coisa bem bacana é que a agregação de plataformas evita que o usuário se sinta inibido a colaborar com um noticiário só porque tem que criar maaaais um cadastro. Aliás, esta é uma tendência, como o Huffington Post usa e o Terra, através da TBox, também aplica.


Só não gostei disso:
Q: Can we require all users to sign up for an account on our site, too?
A: Yes. Because YouTube Direct is an open-source platform, you may integrate your own site registration process into this sign-in flow if you choose to.
Resta acompanhar os exemplos
UPDATED: o Marcelo Coelho de Souza, colega aqui do Espaço Experiência, produz neste momento uma matéria sobre o YouTube Direct. Ele me fez duas questões que não soube responder. Deixo-as aqui, caso alguém possa ajudar a esclarecer:
1. O veículo que usar o YouTube Direct pode pautar o público? Como isso aconteceria?
2. Em caso de vídeos postados via YouTube, qual será a política adotada quanto à duplicidade do uso destes materiais? Dois veículos poderão publicar o mesmo vídeo?
UPDATED 2: A Univisión, maior empresa de mídia hispano-hablante nos Estados Unidos, também adotou o YouTube Direct. (via @danibertocchi)
Tags: Colaboração, Jornalismo Colaborativo, vídeo, YouTube
17
Nov

O nome do moço é Alex Gubbay e foi anunciado ontem como primeiro editor de mídias sociais da empresa britânica.
Vale lembrar que o Estadão também nomeou seu editor de Social Media – é o Rodrigo Martins. Ponto para o Pedro Dória.
Na BBC, Gubbay vai ancorar um projeto de desenvolvimento de projetos em UGC e disseminar boas práticas do uso das mídias sociais pela redação, além dos correspondentes internacionais.
Entre as tarefas de Gubbay estará a captação de pautas nas mídias sociais, gerenciamento de comentários nos ambientes amparados pela BBC, recepção de material breaking news (fotos, vídeos, testemunhos) que a empresa já recebe atualmente, além do desenvolvimento das ferramentas necessárias para o marca tirar proveito deste ambiente.
Gubbay conquistou o cargo por ser um dos editores com maior dedicação à mensagem que vem do público, além de ser reconhecido pela redação como um profissional que já tem por hábito usar plataformas de mídias sociais. It means: não basta usar, tem que acreditar no que faz.
Bacana o espírito com que a BBC encara a estratégia: “… a BBC quer assegurar que isto é tão simples quanto possível às nossas audiências” – ou seja, há uma preocupação em disseminar a cultura da colaboração; mostrar que isto pode não ser fácil, mas sem mil artifícios.
Social media, no meu olhar, é um trabalho intenso do ponto de vista humano. Exige tempo e dedicação plenos. Mas os custos operacionais são baixíssimos, uma vez que o público produz conteúdo espontaneamente (resta a nós vermos o que nos serve) e que os ambientes são gratuitos por default (resta a nós elegermos os mais adequados à nossa proposta).
Boa sorte a Gubbay e à BBC. Acompanhemos!
Tags: bbc, Colaboração, jornalismo, mídias sociais, social media
6
Nov
Observem estes dados:
* 19% dos usuários de Twitter, Facebook ou equivalentes usam-nos para RECEBER e COMPARTILHAR INFORMAÇÕES (Princeton Survey Research International, nov/2009)
* 18% dos usuários usam as mídias sociais (Wikipedia, Blogs Facebook, Twitter etc) para buscar informações novas (The Nielsen Company, out/2009)
O internauta brasileiro passa mais tempo em:
* mensagens instantâneas (7h49)
* comunidades – redes sociais (4h57)
(Ibope Nielsen Online)
Daí vem a história…
Se o público não vai ao site jornalístico, é o veículo que encontra o público. Esteja ele onde estiver. E ele está nas mídias sociais. Facinho, né?
Nem tanto. Não é à toa que muitos veículos se desdobram em experiências de habitar estes espaços com objetivos de gerar tráfego em seus próprios sites, ter relevância editorial, fortalecer marca, aproximar-se do público e renovar suas audiências.
Em busca de algumas maneiras de fazer jornalismo aproveitando o que as mídias sociais têm a oferecer, montei este trabalho que apresentei ontem no Seminário Internacional de Comunicação da PUCRS.
Foi um levantamento de dados e não uma pesquisa conclusiva (nenhuma é). Mas serviu para me mostrar o quão amplo é este assunto, quantas coisas dá para fazer e para onde caminhamos.
Tônica: em 2005 Steve Outing sugeriu 8 maneiras para incentivar a colaboração no jornalismo. Mas todas eram no próprio site do veículo (inclusive o jornalismo colaborativo – ai!). Seguindo um movimento natural, percebemos que aproximar um veículo das pessoas (nas mídias sociais) é mais prático, leve e promissor do que tentar puxar as massas para dentro do veículo.
Ele – o público – já elegeu os SEUS espaços. E como dar murro em ponta de faca costuma só machucar, cabe à mídia entrar nestes espaços também, sem abrir mão da sua casinha matriz.
Tags: jornalismo, Mídia Social, redes sociais
27
Oct
O semestre começou com a pergunta cruel: o Twitter vai matar os blogs?
Apesar da polêmica não ter se estendido por muito tempo – não havia porque se estender, afinal, já não fazia sentido – em agosto eu ainda procurava por dados concretos que sinalizassem a minha impressão de blogs e Twitter serem complementares e não substitutivos.
Eis que o 5º dia do relatório The State of Blogosphere, do Technorati, sepultou qualquer resquício que ainda havia sobre este debate.

65% dos blogueiros que usam Twitter declararam que a atividade no microblog não influenciou o tempo que dedicam à blogagem. 26% confessaram que o tempo que passam blogando diminuiu em função do Twitter.
Além disso, o uso prioritário que os blogueiros fazem do Twitter é… promover o próprio blog! Daí não há sentido falar em substituição de plataformas.
Outros usos comuns do Twitter pelos blogueiros são:
- indicar links interessantes
- descobrir o que há de buzz
- divulgar seus negócios, seus projetos profissionais
- interagir com empresas
- falar com políticos
- contatar celebridades
It means: há boa diferença entre o que a população faz do Twitter e os usos possíveis do blog (agregação de conteúdo, análise, discussão aprofundada, uso artístico etc).
Mas o número mais bacaninha se remete à medição do sucesso de um blog: os índices mais altos estão no item SATISFAÇÃO PESSOAL. E isso fica difícil de mudar de uma hora pra outra

Tags: blog, Mídia Social, Technorati, twitter
21
Oct

Mais uma pesquisa diz o que todos sabemos: o povo não quer pagar por conteúdo na rede.
Dessa vez foi a Lightspeed Research que constatou em um apanhado com 2 mil britânicos:
* 91% dos entrevistados “nunca pagariam” por notícias online
* 90% do povo não pagaria por análises (artigos opinativos)
* Apenas 5% estariam interessados em comprar notícias avulsas
* Só 4% cogitariam assinar o conteúdo de um site
* 79% disseram que nunca pagariam por transmissões ao vivo de esportes
Estranho que nem em micropagamento daria para apostar, de acordo com esta pesquisa. Isso serve de alerta, aliás, a quem defende que o mercado editorial percorrerá as mesmas trilhas da indústria fonográfica.
O relatório da Lightspeed Research mostra que o povo está mais disposto a investir a conta-gotas seu rico dinheirinho em música (49%) do que em download de conteúdo em vídeo (43%), por exemplo.
Rafa Sbarai já comentou o tema quando a Paid Content divulgou outra pesquisa como esta, a InfoOnline noticiou que cobrar por conteúdo digital é má ideia e o Ramón Salaverría também discute o assunto
10
Oct
(Antes tarde… )
Essa semana publiquei um artigo no Webinsider sobre a apropriação de orkuts, youtubes, twitters, flickrs e afins pelo editorial, sob a edição cuidadosa e gentil do Vicente Tardin.
Aparece lá!
Tags: artigo, jornalismo, mídias sociais, social media, webinsider
6
Oct
Depois de fazer da customização algo extremamente fácil no jornalismo online, a BBC prepara o relançamento de seus sites para março de 2010. A informação é do Media Guardian (by JW)
Nada de detalhes, por enquanto. Mas fiquemos atentos!
Sonho com um site jornalístico que produza conteúdo PARA as mídias sociais. E depois, reúna todo este material em embeeds no próprio site da marca. É o contrário do que se tem feito hoje.
Será uma baita viagem minha?
Tags: bbc, jornalismo, mídias sociais
24
Sep
Uma pesquisa feita com 317 jornalistas de Nova York pela agência Middleberg (SNCR) apontou que 70% dos jornalistas admitem usar mídias sociais no auxílio da prática da reportagem. O número sobe para 92% quando jornalistas reconhecem que as mídias sociais agilizam a rotina da redação.
Apesar da amostragem pequena, o índice é otimista, ainda mais se comparado ao do ano anterior, quando apenas 41% usavam estas plataformas

Veiculada na PRWeek, a pesquisa também mostrou que:
- 66% destes jornalistas usam blog
- 51% usam a Wikipedia
- 48% recorrem a vídeos online
- 47% usam Twitter ou outros serviços de microblogging
- 57% percebem que o Twitter ajudou a aumentar sua credibilidade perante os leitores
Boa parte do uso destas mídias é para entrevistas, crowdsourcing e buscando dicas de pauta.
Jeremy Poter analisa os resultados em seu sites e entende que uma das razões destes índices elevados do uso de mídias sociais é decorrência do acúmulo de trabalho e da rapidez com que as reportagens devem ser produzidas.
Mas a pesquisa não acabou e o resultado final chega em Novembro.
Tags: jornalismo, jornalistas, pesquisa, social media, twitter
20
Sep
Nos últimos meses a Lei de Imprensa foi revogada no Brasil e o diploma para o exercício do jornalismo deixou de ser obrigatório. Paralelamente, uma comissão formada por 8 cabeças-de-chave da pesquisa em jornalismo no país discutia de maneira amplamente aberta e formulava as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Jornalismo (pdf). Quem assina o documento lançado ontem é José Marques de Melo, Alfredo Vizeu, Eduardo Meditsch, Lucia Araújo, Luiz Motta, Manuel Chaparro, Sérgio Augusto Mattos e Sonia Virgínia Moreira.
Abaixo, anotações com pitacos:
Ponto 1:
“… o conteúdo profissional do curso passou a ser caracterizado como “meramente técnico” e destituído do interesse teórico. Por outro lado, a teoria da comunicação evoluiu desvinculada do exercício da profissão, focada numa crítica geral da mídia, sem compromisso com o diálogo para uma intervenção prática na mesma. Em decorrência, os estudantes de Jornalismo desde então têm sido forçados a uma opção dramática e pouco razoável entre negar a sua profissão, em nome do “espírito crítico”, ou desprezar a teoria estudada nos cursos para se voltarem à prática, reproduzida de maneira acrítica e envergonhada.”
Eles leram meus pensamentos. Academia e mercado deveriam cooperar ao invés de concorrer. E o modelo ideal de profissional deveria ser aquele que trabalha em empresa jornalística ao mesmo tempo em que dedica parte de seu tempo para a atividade acadêmica.
Ponto 2: a proposta de Projeto Pedagógico contempla, além de interdisciplinaridade + teoria e prática + graduação e pós + extensão, preocupação com a empregabilidade dos egressos, devendo apresentar:
Dar ênfase ao espírito empreendedor e ao domínio científico que gerem pesquisas ao conceber, executar e avaliar projetos inovadores capazes de dar conta das exigências contemporâneas e de ampliar a atuação profissional a novos campos, projetando a função social da profissão em contextos ainda não delineados no presente.
e…
Atentar à necessidade de preparar profissionais que possam exercer dignamente a atividade como autônomos em um espaço cuja oferta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão de obra;
Eis uma preocupação louvável e que amplia os horizontes da concepção do profissional jornalista em si, como o sujeito que deve preocupar-se unicamente com a adequação da linguagem, com a postura estética, o equilíbrio das fontes, a força argumentativa ou mesmo com a perfeição técnica.
Ser jornalista, antes de tudo, é ser profissional. E ao sermos reconhecidos pelo Código Brasileiro de Ocupações do Ministério do Trabalho – ao contrário de pro-bloggers ou pro-twitters – é nosso papel identificar demandas de mercado que possam ser atendidas pelos conhecimentos específicos garantidos pela formação superior em jornalismo. Isto é mais que sobrevivência. É honra.
Noutras palavras: se liguem jornalistas! Tem um baita espaço no mundo digital a ser ocupado por nós. Agilizemo-nos, pois!
Ponto 3:
c) Estar focado teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo, com grande atenção à prática profissional, dentro de padrões internacionalmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do seu exercício e o interesse público; – grifo dos autores
Temo quando o cerco fecha. O que pode ser entendido por “especificidade” em uma área ancorada pela interdisciplinaridade, conforme exposto no Projeto Pedagógico? Qual o campo de trabalho do jornalista? Esta pergunta me parece sem resposta pronta neste momento. Afinal, estamos em transição, “em crise” como o documento aponta no início. Crise, inclusive, do nosso campo de trabalho.
É nosso dever traçar estratégias para atingir metas de audiência? Gerenciar redes de blogs? Moderar comentários? Mensurar o impacto de tecnologias futuras? Desenvolver formatos de conteúdo para buscar novos públicos? Atender ao mercado publicitário? Dominar linguagens de programação? Gerenciar equipes? Conversar com o público? Formar um cidadão repórter? Não sei! Estamos em trânsito! Daí que focar teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo ainda me parece uma incógnita.
Ponto 4:
“Eixo de fundamentação contextual , que tem por objetivo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e sócio-culturais, inclusive as rotinas de produção e os processos de recepção, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.”
Hummm… será que em “cibercultura” a comissão acolheu a interação? Pois ao incluir em destaque as “rotinas de produção e os processos de recepção” ainda estamos separando drasticamente emissor e receptor, uma discussão já vencida na comunicação digital, embora esta cisão ainda apareça fortemente nos meios de massa.
Ponto 5:
O Mestrado Profissional deve ser avaliado como caminho para atender simultaneamente a dois tipos de demanda: a) capacitar diplomados em outras áreas do conhecimento para a realização de trabalhos estratégicos, como os de consultoria, planejamento e avaliação de produtos jornalísticos, além da expressão opinativa e/ou interpretativa sobre temas peculiares a suas formações de origem, como colaboradores especializados;
Este item amplia a preocupação dos cursos de jornalismo em despertar o potencial empreendedor dos profissionais. Mais do que descobrir aberturas no mercado de trabalho, o planejamento e avaliação de produtos jornalísticos belisca onde as empresas mais precisam – visão estratégica de mercado, ou visão de publisher. Mas já que este ponto ficou só para o Mestrado Profissional, então let´s investir na ideia!
Tags: academia, diretrizes, formação, jornalismo